Varejo ampliado deve crescer 4,9% em julho, aponta projeção
O varejo ampliado, que inclui veículos, motos e material de construção, além dos itens do varejo restrito, deve crescer 4,92% em julho na comparação com o mesmo mês de 2025, com alta de 0,95% em relação a junho, segundo projeção econométrica do Ibevar e da Fia Business School, elaborada a partir de dados dessazonalizados da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE.
Segundo a projeção, o acumulado do ano chega a 2,64%, enquanto a variação em 12 meses alcança 1,71%, configurando uma trajetória consistente de recuperação nesse agregado mais abrangente.
“Observa-se uma economia que se expande pelos extremos — bens duráveis e veículos — enquanto o consumo cotidiano avança em ritmo mais lento. As projeções sugerem que essa assimetria deve persistir ao longo do terceiro trimestre, com o varejo ampliado acelerando seu acumulado de 12 meses para 2,57% em setembro”, afirma Claudio Felisoni , presidente do Ibevar e Professor da Fia Business School.
Já o varejo restrito apresenta um cenário mais contido. A projeção indica alta de 0,96% em julho na comparação anual, com retração de 0,22% em relação a junho. O acumulado em 12 meses chega a 1,42%, refletindo uma expansão modesta que não se distribui de forma homogênea entre os segmentos.
O motor do trimestre está nos bens de maior valor unitário. Veículos projetam alta de 5,14% em julho na comparação com o mesmo mês do ano anterior; móveis e eletrodomésticos avançam 4,56%; e equipamentos de informática lideram, com crescimento anual de 7,66%, sustentados pela demanda por tecnologia e renovação de hardware.
No polo oposto, livros, jornais e revistas devem registrar queda de 9,35% em julho na comparação anual, aprofundando a retração observada ao longo de 2026. O segmento de material de construção, apesar da alta anual de 2,30% em julho, permanece com acumulado de 12 meses negativo, de 1,20%. Tecidos, vestuário e calçados também seguem com acumulado de 12 meses negativo, de 1,09%, refletindo a pressão sobre o consumo de vestuário em meio ao endividamento das famílias.
Fonte: Mercado e Consumo
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